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Natal, luzes coloridas e papai noel – A melhor época do ano.

No último final de semana montei minha árvore de natal. Luzinhas, bolinhas coloridas, papai noel espalhado por todos os cantos sinônimo de final de ano. E sempre que o final do ano chega, é um respiro de alívio. 12 meses com 30 dias em cada é muito cansativo e, se o ano for puxado como o de 2014, haja disposição.

Final de ano é sempre um alento para a maioria de nós. Compramos presentes, marcamos confraternizações, fazemos planos. É sempre um livro em branco em que a gente pode fazer diferente, embora, a maioria continue fazendo tudo da mesma forma. Aquela academia que nunca começa, aqueles livros que nunca são lidos, as viagens que nunca conseguem ser marcadas. Pior do que isso é que a cada ano que passa somos engolidos pelos compromissos “profissionais”. Esquecemos de viver e o final do ano traz a tona esta melancolia em nós.

Afinal, o que é que eu fiz durante estes 365 dias? Onde eu estava? Onde estavam todas as pessoas que eu gosto e me importo? Quantas vezes repeti o “oi, estou com saudades. Vamos marcar alguma coisa?” e permaneci na inércia?. Antes, começo de ano para mim simbolizava livros e cadernos novos, material escolar com cheirinho de morango e a possibilidade de aprender muitas coisas novas. Quando eu estava na escola, cada série que eu passava era um degrau na escada da vida, mas e agora? Como eu guio para onde estou indo? Como eu meço o meu progresso? Estou perdida!

Mas este texto não era para ser melancólico. Na verdade, era para ser alegre e pra cima, como o mês de Natal é. Definitivamente nossas ruas ficam mais bonitas e o clima é de festa. Pena que aqui não neva para eu me sentir de vez num típico filme americano natalino.

Apesar de desejar com afinco as férias de dezembro, torço para que este mês passe bem devagar, bem lentamente. É o único em que temos liberdade poética para ficarmos muito cansados e compartilhar as dores. É o único em que a gente procrastina sem muitos julgamentos. É o único em que somos sentimentais e bobos dizendo para todos o quanto amamos sem sermos julgados. Dezembro é o mês da liberdade, o mês do afago, o mês da felicidade. Exatamente como a vida deveria ser nos outros onze meses!

Um bom dezembro para todos vocês!

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Sobre traição, Adnet, Calabresa, redes sociais e falta de limites.

A maior notícia dos últimos tempos com toda certeza foi a pulada de cerca mau concluída do Marcelo Adnet com uma moça até então misteriosa.

A minha primeira reação ao ver as fotos foi pensar instintivamente na Dani Calabresa, como se ela fosse uma amiga. Eu não a conheço nem faço parte de nenhum fã clube, mas exerci o meu lado humano colocando-me no lugar do outro para  tentar entender a dor/raiva/angústia (coloque qualquer sentimento) sentida naquele momento.

Ser traída não é fácil de forma nenhuma. Ser traída em rede nacional, putz..não consigo nem imaginar. Pior ainda é: 1)ser traída; 2) em rede nacional; 3) com as pessoas dizendo o que você tem que fazer.

Em casos como esses ( e em muitos outros triviais) a gente se dá conta de quão fora da casinha as pessoas estão. Munidas pela capa da invisibilidade fornecida pela internet, o povo acha que pode sair por aí falando o que bem entender, sem ao menos se preocupar com o receptor de tamanhas grosserias. Nos tornamos um perfil no facebook/ instagram/ twitter e deixamos de ser seres humanos que se alegra, chora,sofre, e sente. Os artistas então, nem se fale. Às vezes eu acho que eles devem mesmo ganhar muito dinheiro para poder pagar um analista bem poderoso, não deve ser nada fácil ser atingido por tanta pedraça.

Eu, mera mortal com uma vidinha sem graça, não sei se aguentaria a tanto achincalhamento. Tenho quase certeza que sucumbiria ao anonimato e correria para as montanhas. No final das contas, essas redes sociais só servem para escancarar o quão individualistas nós somos. Como nos sentimos felizes/excitados com a infelicidade do outro, o quanto não ligamos para o sofrimento alheio e não suportamos viver com o sucesso do próximo.

O que  o Adnet fez, não merece de forma alguma uma salva de palmas. Não vou nem entrar na questão do certo x errado, da fidelidade x casamento, pois acredito que cada um tenha sua verdade. Mas ainda sou daquelas que acha que errar é humano e perdoar é divino, se for de coração.

Se a Calabresa resolver por perdoar e continuar o seu casamento, que ela seja muito feliz assim e que não fique nenhum resquício de desconfiança e amargura. Se ela decidir em seguir sua vida sozinha, que ela seja muito feliz também e saia fortalecida do episódio. Afinal, na vida tudo é aprendizado.

O que não devemos é atirar pedras em nenhum dos envolvidos, é querer ditar o nosso modo de pensar às outras pessoas é invadir tão feroz e  cruelmente a intimidade dos outros, mesmo que elas sejam públicas. Até por que apenas o trabalho deles é público, a vida pessoal só pertence a eles.

As redes sociais deveriam servir para unir os amigos, trocarmos idéias, dicas, informações e não para apedrejarmos os outros com a certeza da impunidade. Quem tem caráter, limite e bom senso o usa em qualquer ambiente em qualquer condição.

No final das contas tudo trata-se apenas de um casal, gente como a gente atravessando um momento difícil e se tem algo que eu me identifique com a Dani ( íntima já) é que assim como ela, eu também já fui chifruda e sobrevivi, ela também irá.

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Filosofia do foda-se

Dizem os mais velhos que eu ainda tenho muito o que aprender. E tenho mesmo. E eu ainda quero ver muito, para evitar ficar como a maioria deles amarrados no tempo e numa única opinião.
Quanto menos nova eu vou ficando mais aprendo a fazer uso da filosofia do foda-se. Assumi que eu quero uma vida mais leve em todos os sentidos. Não quero me estressar no trânsito, não quero achar normal trabalhar 12 horas e passar mais quatro horas no meu deslocamento. Não quero achar normal tirar 30 dias de férias durante o ano e trabalhar os outros 335 (excluindo-se os finais de semana e feriados), quero passar longe de achar normal toda a soma de coisas erradas que acontecem por esse mundo afora que não tem nada de normal. Não quero me apresentar com meu nome e profissão para valer alguma coisa nesse mundo de hoje. Quero menos coisas materiais. Não quero celulares, roupas, sapatos, carros caros. Não quero nada daquilo que eu não possa carregar numa só mala.
O que eu quero?? Ah, eu quero liberdade. Liberdade até de mim e dos meus pensamentos mais loucos que muitas vezes não me deixam em paz. Eu quero conhecer as pessoas dizer o meu nome e me importar com o que elas fazem. Não quero mais disputar para quem trabalha, ganha ou faz mais coisas. Eu quero ser leve. Eu quero ser solta. Quero me desprender de todas aquelas verdades que aprendi e não eram minhas.
Quero mudar quando bem entender. Mudar de cabelo, mudar a cor da unha, mudar de namorado, mudar de destino, mudar de rumo. Não quero suspirar e sentir o coração pesado. Eu quero conseguir aceitar exatamente o que cada um quer. Eu quero me aceitar como eu quero. Quero me livrar das mágoas do passado. Das amizades desfeitas, dos amores mal resolvidos.
Eu vejo tantos amigos presos na gaiola e só quero dizer para eles: amigos voem, vocês ficam tão mais bonitos com os cabelos aos ventos.
E por isso, eu adotei a filosofia do mandar se foder. Tudo aquilo que me tira do sério, que me tira do prumo, que eu acho que eu não preciso ou que não merece, eu mando se foder. Encho mesmo a boca para soltar o palavrão e desanuviar, respirar profundo e virar a página.
Mandar se foder é uma filosofia de vida. Você vai ter que aprender a ser incompreendida, a talvez não agradar a todos ou ser muitas vezes criticadas ( pelas costas, é claro), mas mesmo assim, mande se foder.
Coloque a sua felicidade e sua paz interior acima de qualquer coisa que possa te fazer mal. Somente estando feliz e bem resolvida é que você vai poder oferecer aos outros o melhor de si.

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Não tenha medo da vida!

Você, muito provavelmente já acordou um dia e pensou em mudar de vida. Pensou em trocar de emprego, mudar de cidade, sair do país. Pensou em virar hippie, mudar de profissão. Na sua cabeça tudo fazia muito sentido, não havia nenhuma ponta solta.

Colocou os seus planos fora. Contou para um amigo, para um desconhecido para sua mãe. Todos te chamaram de louco. Uns até tentaram dizer que ideia era legal, mas jamais ia dar certo.

Aos poucos você foi se retraindo novamente. Analisou os riscos. Todos grandes por demais, você não poderia suportá-los. Pior, você não poderia suportar que os outros te apontassem o dedo como louco. Como perdedor. Como atrasado. Desistiu.

Voltou para a sua vida normal. Para o roteiro estabelecido antes de nascer. Você está infeliz, mas tudo bem, quando chegar na aposentadoria as coisas vão melhorar. Quando jovem, é tempo de sacrificar. Os outros estão felizes por estarem certos. E você está infeliz por estar errado. E por ser fraco, é claro.

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Aceite: 90% das suas amizades não serão para sempre

Não, não é nenhuma pesquisa realizada pelo IBOPE e essa porcentagem foi simplesmente chutada. Achei um número bacana e expressivo para dizer a vocês que a grande maioria irá passar pela sua vida, contribuir na medida do possível e continuar seguindo sem que você faça parte da viagem.

É tipo um metrô com suas várias estações. Quando somos mais novos, cada amizade é uma euforia. A gente acha que é para sempre, que vale cada centavo da conta telefônica paga pelos pais. Na adolescência, começamos a nos decepcionar mais. Há as amizades que não sobrevivem as mudanças de escola ou aquelas que são finalizadas com início da faculdade.

No início a gente se sente meio culpado, meio frustrado. Mas onde errei? Será que não sou tão legal? Será que eu sufoco os meus amigos?

Depois de um tempo, a gente aplica a teoria do foda-se, é ele quem não me merece. Depois de mais tempo ainda, nós simplesmente nos fechamos num grupinho seleto. A tal da filosofia “tenho poucos, mas bons amigos”, como se a qualidade da amizade fosse indiretamente proporcional a quantidade de amigos que você tem.

Só com muita desilusão, com muitas idas e vindas, que a gente aprende que nem todo mundo vem para ficar a vida inteira. Você não fica na vida dos outros para sempre, nem os outros ficam na sua vida eternamente. É assim, cada estação que o nosso trem para, nos esforçamos para oferecer o melhor que há de nós. Sejam as histórias, a companhia, a risada, o conhecimento da vida ou simplesmente nosso tempo. Quando a missão de cada um se completa, cada um segue o seu rumo.

Não acontece apenas com você. Acontece com todos. Não é com todo mundo que você precisa viver uma amizade intensa, você precisa simplesmente oferecer o seu melhor e terá cumprido (muito bem, diga-se de passagem) a sua missão.

É claro que a vida irá te reservar aqueles seus poucos amigos. Aqueles com quem você vai brigar e fazer as pazes, aqueles com quem você irá cortar o cabelo e eles irão continuar te amando, aqueles com quem você vai ficar bêbado e vomitar no pé deles e eles apenas te pedirão um sapato novo, aqueles que os seus filhos chamarão de tios.

A vida trata de reservar a cota de cada um nesse mundo, não se desespere. Enquanto isso, quando uma nova pessoa surgir na sua frente, simplesmente agradeça a oportunidade de poder transformar a vida de alguém e não sofra quando ela se for. É o ciclo da vida e quando finalmente a gente compreende isso, fica tudo certo, tudo lindo