Sobre uma manhã (não tão) normal

Hoje parecia uma manhã como todas as outras. Acordamos, praticamos o silêncio, conversamos um pouco, tomamos nosso café a prova de balas (novo vício).  Aqui em Blumenau o dia está lindo apesar da baixa temperatura. O Bruno pediu que eu o levasse ao trabalho. Relutei. Tava quentinha enrolada nas cobertas jogada no sofá, enquanto ele me servia.  Resolvi fazer a bondade e aproveitar o Sol.  Coloquei um moletom, uma calça jeans e saímos. Fui conhecer um café novo em Blu City que eu sigo no instagram. Pedi um pão de queijo para não ficar sem consumir nada. Sentei para ler um livro. Meu celular apitou. Mensagem de uma amiga me informando que havia mais interessados no óleo de coco babaçu. Sorri. Falei para o Bruno. Voltei para o livro. Não consegui. Suspirei. Pronto, já estava perdida. Tenho dificuldade para me concentrar. Comecei a pensar na vida. Sorri de novo. Como ela é boa. Parei para pensar se era presunçoso demais escrever sobre isso. Deixei para lá. Mudei de ideia. Abri o bloco de notas do celular para colocar os sentimentos na tela. Escrevo porque eu gosto. Escrevo porque me faz bem. Hoje em dia, falam tanto que a gente não pode ser feliz. E se formos não pode publicar. Se publicar é porque é mentira, as melhores coisas da vida estão offline. Não discordo (tanto), mas o online também tem sido muito incrível. Se o online fosse uma pessoa eu  convidaria ela para sair.  Dizem que a grama do vizinho é sempre mais verde. Discordo. A minha grama é sempre linda. Até quando ela não tá bem regada, ela é linda. Volto a me achar presunçosa. As pessoas têm problemas com relacionamentos. Com dinheiro. Com amigos. Com profissão. Eu também tenho alguns desses problemas. Eles me tiram o sono as vezes. Mas eu gosto mesmo é do relacionamento, do dinheiro, da profissão, dos amigos que não são problemas. Eles são sempre maiores. Se um amigo me machuca, eu me lembro da Marina, da Maíra, do Wellington. Eles são demais para eu não acreditar mais em amizade. Se minha conta tá no vermelho. Eu me lembro das cervejas tomadas. Das viagens feitas. Do pagamento dali uma semana. E por aí vai. Eu não sei se aprendi sozinha ou se aprendi observando alguém,mas eu sou boa em olhar o copo meio cheio. Suspiro mais do que choro. Agradeço mais do que reclamo. As vezes é automático, mas tem manhãs como a de hoje que a gratidão tá bombando. Porque ser grata atrai coisas boas. Ser grata me trouxe o Bruno, a Maria, o Leo, o João, a Telma, a Olivia, a Edi e tantos outros. Agradecer é um exercício muito mais prazeroso do que reclamar. A vida é um presente. O melhor de todos. E em manhãs como a de hoje, ela é melhor ainda ❤

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Um comentário sobre “Sobre uma manhã (não tão) normal

  1. reaelmente não temos muito do que reclamar…. as coisas negativas acabam sendo atropeladas pela quantidade de coisas positivas que vem acontecendo a das pessoas ao nosso redor

    Curtido por 1 pessoa

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